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Cinco países terão Centros de Educação

A transferência deexperiências bem-sucedidas de organizações nacionais especializadas temexercido importante papel nas ações de cooperação internacional do governobrasileiro. É nessa direção a parceria entre a Agência Brasileira de Cooperação(ABC), do Ministério das Relações Exteriores, e o Senai para a construção, até2010, de novos centros de educação profissional (CEPs) em Moçambique, Guatemala,São Tomé e Príncipe, Jamaica e Haiti.

 

A proposta de instalaçãodos centros apresentada pelo Senai Nacional ao Itamaraty inclui o deslocamentodo conhecimento em educação de diversos departamentos regionais, o layout dasinstalações e a capacitação das equipes que irão trabalhar nas unidades até oacompanhamento da execução do projeto.

 

“Propomos transferir onosso modelo respeitando as características dos países”, destaca o gerente-executivoda Unidade de Relações Internacionais (Uninter) do Senai Nacional, FredericoLamego. Os projetos para cada centro estão sendo definidos a partir de missões aospaíses para conhecer a realidade das empresas.

 

Áreas prioritárias –Na Guatemala, estudos preliminares do Senai de Santa Catarina, nomeado paraapoiar a construção do centro educacional, detectaram maior demanda porformação nos setores automotivo, metalmecânico e eletroeletrônico. “Vamosinstalar o centro, fazer a gestão e entregar em dois anos a administração aoIntecap – Instituto Técnico de Capacitación y Productividad”, explica o diretorregional do Senai-SC, Sérgio Roberto Arruda.

 

A escola será construídaem Barberena, município localizado a 54 quilômetros da Cidade da Guatemala,capital do país, e deverá atender 8 mil pessoas por ano, dos cursos básicos agraduação tecnológica.

 

O Senai da Bahia é oencarregado de apoiar a instalação do Centro de Educação Profissional deMaputo, capital de Moçambique. Os baianos contam com a experiência de outros projetosrealizados em países africanos. O Senai-BA atendeu a demandas de empresasbrasileiras instaladas naquele continente, além de oferecer consultoria àOdebrecht na construção do Centro de Formação Tecnológica de Angola.

 

As similaridades culturaisentre essas comunidades favorecem o intercâmbio, avalia o diretor do regionaldo Senai-BA, Gustavo Leal Sales Filho. “Esse trabalho fortalece orelacionamento comercial entre empresas da Bahia e de Moçambique”, acrescenta.

 

Além de contribuir naconstrução do prédio, o Senai vai assessorar na compra de

equipamentos, nacapacitação dos técnicos e no acompanhamento inicial na gestão. Levantamentosda Uninter detectaram que Moçambique apresenta demanda expressiva deespecialistas na área de processamento de alimentos, principalmente frutas. SãoTomé e Príncipe, que terá apoio do Senai de Pernambuco para construir o centro,precisa mais de especialistas nos setores automotivo, alimentício e deinformática.

 

Consultoria –As características e as carências na Jamaica serão avaliadas e definidas peloSenai de Minas Gerais, responsável pela consultoria. O Haiti terá o

apoio do Senai do RioGrande do Sul. “O Senai é um parceiro importante e essencial nas ações decooperação técnica do Brasil para países em desenvolvimento”, destaca o diretorda ABC, ministro Marcos Farani.

 

A qualidade técnica dosespecialistas da organização, ele avalia, aliada à ampla e diversificada redede unidades no Brasil, atesta a vocação do Senai para atuar no exterior comouma vitrine da capacidade técnica brasileira. As escolhas de Moçambique e São Tomée Príncipe, explica o ministro, seguem a prioridade conferida pelo governobrasileiro às ações em países em desenvolvimento e de língua oficialportuguesa.

 

Em todos esses países, oobjetivo do Senai é que o modelo de trabalho seja assimilado pelos novoscentros de formação e que, após a implantação, o gerenciamento fique sob aresponsabilidade das instituições locais.

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