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As
empresas de ponta já perceberam que ofator decisivo para a
competitividade hoje não está apenas nos recursos naturaisou nos
recursos tecnológicos que podem ser comprados em balcões de feiras,
esim na qualificação do capital humano.
A
afirmação foi feita nesta terça (27/10)pelo representante dos
empregadores no Conselho de Administração da OrganizaçãoInternacional
do Trabalho (OIT), Dagoberto Lima Godoy, na abertura da 39ªReunião da
Comissão Técnica de Formação Profissional, Sustentabilidade
Empresariale Trabalho Decente do Cinterfor/OIT, que está sendo
realizada nesta semana (
De
acordo com Godoy, a questão daempregabilidade deve estar no centro das
políticas públicas e na meta dosagentes econômicos da mesma maneira que
a questão do emprego. Aempregabilidade, para ele, está relacionada com
a capacitação de mão de obra,fator que ainda impede o preenchimento de
vagas no mercado de trabalho.
“Nos
jornais de fim de semana, naspáginas de empregos, observamos que muitas
demandas não são atendidas por faltade profissionais qualificados. A
economia globalizada tem que estar próxima àevolução tecnológica na
busca por mais produtividade, mas os recursos humanospara trabalhar nem
sempre estão qualificados”, avaliou Godoy, que lembrou aexperiência
brasileira de formação profissional.
“Há
60 anos, os industriais brasileirosprocuram o governo e propuseram uma
autotributação. As empresas pagariam umpercentual sobre as folhas de
pagamento e esse valor seria aplicado nacapacitação de trabalhadores.
Daí surgiu o SENAI e depois as outras organizaçõesque hoje compõem o
Sistema S”, explicou.
Segundo
ele, a experiência do SENAI nosdá a possibilidade de testemunhar o
papel que instituições gestoras doconhecimento, como o Centro
Interamericano para o Desenvolvimento doConhecimento em Formação
Profissional (Cintefor) desempenham. Ligado àOrganização Internacional
do Trabalho (OIT), o Cinterfor tem um grandepotencial de recursos de
conhecimentos e representa uma saída viável para aquestão da preparação
de recursos humanos.