A maioria dos leitores cegos lê, de início, com a ponta do dedo indicador de uma das mãos, esquerda ou direita. Um número determinado de pessoas, entretanto, que não sejam ambidestras em outras áreas, pode ler o Braille com as duas mãos. Algumas pessoas ainda utilizam o dedo médio ou anular em vez do indicador. Os leitores mais experientes comumente utilizam o dedo indicador da mão direita com uma leve pressão sobre os pontos em relevo, o que lhes permite uma ótima percepção, identificação e discriminação dos símbolos Braille.
Este fato se dá somente através da estimulação consecutiva dos dedos pelos pontos em relevo. Estas estimulações ocorrem muito mais quando se movimenta a mão (ou mãos) sobre cada linha escrita num movimento da esquerda para a direita. Em geral, a média atingida pela maioria dos leitores é de 104 palavras por minuto. É a simplicidade do Braille que permite esta velocidade de leitura.
Os pontos em relevo permitem a compreensão instantânea das letras como um todo, uma função indispensável ao processo da leitura (leitura sintética).
Para a leitura tátil corrente, os pontos em relevo devem ser precisos, e seu tamanho máximo não deve exceder a área da ponta dos dedos empregados para a leitura. Todos os caracteres devem possuir a mesma dimensão, obedecendo aos espaçamentos regulares entre as letras e entre as linhas. A posição de leitura deve ser confortável, de modo que as mãos dos leitores fiquem ligeiramente abaixo dos cotovelos.
O tato é um fator decisivo na capacidade de utilização do Braille, devendo, portanto, o educador estar atento às suas implicações na educação dos alunos cegos.