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Histórico sobre a Criação e Desenvolvimento do Dosvox

No ano de 1993, havia apenas 7 alunos cegos em toda a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Um destes alunos era Marcelo Pimentel, estudante de informática do primeiro período.

Em agosto de 1993, no segundo período, Marcelo foi inscrito num curso obrigatório: Computação Gráfica. O professor da disciplina, José Antonio dos Santos Borges, diante desse impasse, perguntou se Marcelo gostaria de ser isento desta disciplina; mas este foi enfático: queria fazer o curso. A solução encontrada por Antonio foi um pequeno programa demonstrativo, com arquivos digitalizados para algumas poucas letras com a voz dele. Em pouco tempo foi criado pelos dois um pequeno programa, o SoleArq. Como o nome sugere, soletrava, letra a letra, um arquivo tipo texto. Esse programa foi a base do que veio depois a se transformar num poderoso editor de textos, o EDIVOX. A partir do EDIVOX surgiram vários outros aplicativos que formam o Sistema DOSVOX. Os usuários exerceram um papel fundamental no desenvolvimento do sistema.

O sistema DOSVOX foi desenvolvido no Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob a supervisão do professor Antonio Borges, da Divisão de Assistência ao Usuário. Da equipe de desenvolvimento participam também programadores deficientes visuais, que fazem uso do sistema, sem necessitar da ajuda de pessoas que enxergam.

O sistema DOSVOX tem um grande impacto social pelo benefício que ele traz aos deficientes visuais, abrindo novas perspectivas de trabalho e de comunicação; ele hoje conta com mais de 10.000 usuários em todo o Brasil.

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