Mecânicos de Manutenção de Máquinas Pesadas e Equipamentos Agrícolas


Segundo a CBO 2002 (Classificação Brasileira de Ocupações), a O*NET 1999 (Ocuppation Information Network), a ROME 1999 (Répertorie Opérationnel des Métiers et Emplois) e a NOC 2000 (National Occupational Classification), os trabalhadores da família ocupacional dos Mecânicos de Manutenção de Máquinas Pesadas e Equipamentos Agrícolas:

Programam manutenções de máquinas pesadas e equipamentos agrícolas, consultando manuais técnicos, esquemas e desenhos; definindo procedimentos de manutenção; especificando ferramentas, peças, componentes e outros materiais; elaborando cronogramas de atividades e estimando custos de mão-de-obra e recursos materiais. Testam máquinas pesadas e equipamentos agrícolas, realizando análises de vibrações, ruídos e temperaturas, verificando alinhamentos e nivelamentos de peças e conjuntos. Coordenam procedimentos de manutenção, orientando equipes de trabalho. Recondicionam, usinam e ajustam peças de máquinas pesadas e equipamentos agrícolas. Desmontam conjuntos mecânicos, substituem peças, alinham e nivelam peças e conjuntos. Ajustam, lubrificam e testam o funcionamento de máquinas pesadas e equipamentos agrícolas.


As ocupações que compõem a família ocupacional dos Mecânicos de Manutenção de Máquinas Pesadas e Equipamentos Agrícolas são:

Mecânico de manutenção de aparelhos de levantamento; Mecânico de manutenção de equipamento de mineração; Mecânico de manutenção de máquinas agrícolas; Mecânico de manutenção de máquinas de construção e terraplanagem.


Segundo os dados da RAIS (Registro Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego), no período de 1993 a 2000, a família ocupacional dos Mecânicos de Manutenção de Máquinas Pesadas e Equipamentos Agrícolas apresentava o seguinte panorama:

Em 2000, 23,1% tinham a 8ª série completa, 22,3% tinham a 8ª série incompleta e 16,5% tinham 2º grau completo. Outros 16,5% tinham a 4ª série completa. Para exercer esta atividade exige-se 1º grau concluído.

35,3% dos trabalhadores situavam-se na faixa etária dos 30 a 39 anos, 29,7% na faixa dos 18 a 24anos e 13,2% na faixa dos 25 a 29 anos.

20,7% tinham 10 anos ou mais de vínculo empregatício, 13,7% tinham de 1 a 1,9 anos de vínculo e 13,4% tinham de 6 a 11,9 meses. Para exercer esta atividade exige-se de 3 a 4 anos de experiência profissional.

O número de empregados manteve-se praticamente estável (+ 0,7%) de 1993 a 2000, em 9.006.


A remuneração média cresceu 11,4% de 1993 a 1997. Em 2000, a remuneração média recuou 5,9%, ficando em 5,7 salários mínimos.



Em breve estaremos disponibilizando informações sobre os Estados em que o SENAI oferece cursos para esta família ocupacional.